Escovar os dentes acarreta comprovados benefícios, e a escova, em conjunto com a pasta dentífrica, são elementos essenciais para garantirmos a mínima higiene oral exigível.

Ao removermos os resíduos de alimentos, estamos a defendermo-nos de males como os da formação de cáries, da nociva placa bacteriana, do tártaro, gengivite, periodontite, do mau hálito… Estamos assim a reforçar a nossa saúde oral, bem como a do nosso próprio organismo.

É facto que o hábito de escovar os dentes previne o aparecimento de potenciais doenças cardiovasculares como a aterosclerose (artérias entupidas), ou o AVC (acidente vascular cerebral), provocadas pela possível disseminação de bactérias / germes que se espalham pela corrente sanguínea a partir da boca.

 

> BREVE HISTÓRIA

Crê-se que há 3000 anos a.C. algumas civilizações usavam finos galhos de árvore como instrumento de limpeza de dentes.

A primeira escova de dentes surgiu em 1498 na China, no inicio as cerdas eram pelos de porco, depois de cavalo. Só no ano de 1938, a DuPont desenvolveu as cerdas em náilon que hoje conhecemos.

Na Europa (Alemanha), descobriu-se uma feita de osso que consta ter cerca de 300 anos.

Por volta de 1800, nos E.U.A., o Dr. Scott inventou uma escova de dentes que simplesmente criava forte corrente através das cerdas. A primeira escova de dentes elétrica propriamente dita, foi concebida na Suíça em 1954 por Dr. Philippe-Guy Woog.

 

> TIPOS DE ESCOVA DE DENTES

Sendo a higiene oral uma prática diária e essencial, os fabricantes de escovas de dentes visam proporcionar-nos o melhor conforto enquanto o fazemos. Desenvolvem novos produtos, e diversificam assim as escolhas dos consumidores.

Actualmente existe uma vasta gama de escovas de dentes, com as cerdas mais ou menos duras, os cabos mais ou menos flexíveis, de várias cores, marcas e feitios.

Se as separarmos por categorias, temos as escovas de dentes:

Tradicional (manual);

Eléctrica;

Mastigável, mais recente, em forma de pastilha (dispensa pasta dentífrica).

 

Existem ainda uma espécie de sub-categorias, é o caso das escovas:

Interdental (mais eficiente que o fio dental na limpeza entre dentes);

Unitufo (para escovação individual dos dentes, incluindo os de mais difícil acesso);

Indicativa (com sinalizador que indica quando a trocar);

Ortodôntica (cerdas em V, para quem usa aparelhos dentários);

Limpador de língua (com limpador na parte traseira das cerdas).

 

A Escova Eléctrica, surgiu para diminuir o esforço físico do utilizador, executa de forma automática rápidos movimentos, ora de ‘vai e vem’, ora oscilatórios de rotação, é mais indicada para quem tem dificuldades motoras, idosos, crianças, e para motivar pessoas para a higiene oral.

São classificadas em Comum, Sônica ou Ultrassônica, mediante o zumbido audível da sua velocidade de movimentos, abaixo ou acima da frequência sônica de 20 a 20.000 hz, que equivale aproximadamente entre 2.400 a 2.400.000 movimentos por minuto.

Também esta categoria é constante alvo de inovação, por exemplo, umas possuem Tela LCD (mostra tempo de escovação), outras Sensor de Pressão, Indicador de Ultrassom, vários Modos de Limpeza…

 

> QUANDO ESCOVAR

É fundamental escovar os dentes após as refeições, e obrigatório antes de dormir.

Enquanto dormimos, a baixa produção de saliva (que controla a acidez bucal) facilita a proliferação das bactérias na boca. São potenciados assim, a placa bacteriana, o risco de halitose e todas as outras maleitas referidas no inicio do artigo.

Essa diminuição nocturna de saliva favorece a retenção de flúor presente na pasta dentífrica, nossa defesa. É por essa razão que é tão importante a última escovação do dia.

 

> COMO ESCOVAR OS DENTES

O processo deverá demorar à volta de 2/3 minutos.

1. Lavar as mãos;

2. Colocar pasta de dentes na escova (pouca quantidade, e bochechar várias vezes a boca com agua);

3. Com a escova inclinada fazer movimentos horizontais e verticais de ‘vai e vem’; e ainda circulares. Deverão ser limpas todas superfícies dos dentes, inclusive as partes da mastigação e interna, bem como o espaço entre eles e a gengiva;

4. Escovar a língua para eliminação de bactérias.

5. É altamente recomendável o uso de fio dental e de elixir bucal para a higiene ser mais eficaz.

NOTA: As crianças devem começar a escovagem a partir da erupção do 1º dente, é sugerido o uso de uma gaze, algo semelhante ou uma escova com cerdas macias e tamanho adequado. A quantidade de pasta a usar deverá ser mínima e a atenção para a criança não a engolir deverá ser máxima.

 

> CUIDADOS A TER COM A ESCOVA DE DENTES

1. TROCAR regularmente de escova (ou da respectiva cabeça) > De 3 em 3 meses ou caso as cerdas estejam visivelmente deformadas ou gastas. Se a escova for pressionada em excesso durante o seu uso, as cerdas duram menos tempo. É ainda recomendável fazer a troca depois de uma gripe, constipação, dor de garganta ou algo similar, para diminuir o risco de nova infecção.

2. MANUTENÇÃO diária da escova após o seu uso > Enxaguar com água e antisséptico bucal, para remover os resíduos da pasta dentária e desinfecta-la. Guardar a escova dentro de um armário, longe de bactérias ambiente e insectos, em posição vertical e deixa-la secar completamente entre usos (fungos e bactérias proliferam na umidade).

3. NÃO COMPARTILHAR 1 escova, ou encosta-la a outras > Evitando assim a propagação de bactérias ou vírus (as pessoas podem estar infectadas).

4. PROTECÇÃO em viagem > usar uma caixa plástica ou outro tipo de protecção que evite que as cerdas fiquem achatadas.

 

A opinião mais consensual é de que a escova mais eficaz na higienização oral é a tradicional, com cerdas arredondadas e macias (para bem das gengivas e do desgaste dos dentes) e cabeça mais pequena (para alcançar todas as áreas da boca). Para o caso de ser usada muita força na escovação é recomendável que o cabo seja flexível.

Vários estudos comprovam que os movimentos automatizados da escova eléctrica rompe com sucesso a placa bacteriana, muitos outros, indicam que ela não é mais eficaz que a tradicional escova de dentes quando usada eficientemente. Além disso, a sua aquisição é mais cara, funciona a pilhas/bateria, e o seu mau uso pode provocar sensibilidade dentária, entre outras complicações.

Deixar de lavar os dentes por um só dia não é grave, mas é um comportamento a evitar, sob pena que se torne um hábito frequente e acarrete problemas futuros.

Apesar da limpeza diária ser crucial na defesa da nossa saúde oral, não significa estarmos completamente livres de doenças. A escova de dentes dá-nos uma grande ajuda que em conjunto com alimentação equilibrada e visitas regulares ao médico dentista são as nossas melhores garantias.