É na época de Verão que são consumidos mais gelados, há quem não resista a essa delícia, quer seja numa esplanada, à beira mar, ou em qualquer outra ocasião.

Embora muitos deles sejam feitos de leite, apenas uma pequena quantidade de cálcio está presente nos gelados e não deixam de ser prejudiciais para a saúde oral.

Quando ingerimos gelados, muitas vezes surgem dores agudas, quase sempre de curta duração. Isso tem a ver com a sensibilidade dentária, originada do desgaste da camada que protege os dentes, o esmalte, e a consequente exposição da dentina ao frio.

– AÇÚCAR > O açúcar dos gelados favorece e agrava o desgaste dentário. Há, portanto, que ter cautela quanto ao consumo exagerado de gelados. A placa bacteriana, cáries dentárias, manchas nos dentes, e doenças da gengiva advêm do consumo de alimentos açucarados em demasia. E os dentes sensíveis são resultado de gengivas e cavidades não saudáveis.

– ALTERNATIVA > Se não conseguir resistir aos gelados, são preferíveis os que têm menor teor de açúcar, ou mesmo sem açúcar. Deve evitar os gelados constituídos por água, com pena de afectar em demasia o esmalte dentário, e optar pelos cremosos ou semifrios.

Gelados de sabores como a baunilha e o chocolate devem também ser evitados, e o mesmo para gelados que contêm cítricos como a laranja e o limão, uma vez que são constituídos por ácidos que atingem e aceleram a sensibilidade dentária.

– DURANTE O TRATAMENTO > É possível a ingerência de gelados durante um tratamento, desde que não seja em excesso, e dependendo pois claro do nível de sensibilidade dos seus dentes.

– MEDIDAS APÓS O CONSUMO > Após consumir um gelado, deve-se enxaguar os dentes com água, escová-los, e usar fio dental para limpar o resíduos.

Na verdade, se lhe apetecer comer um gelado, porque não? É pouco provável que o consumo moderado cause danos em grande escala, contudo há que ter cautela na hora da escolha e nos procedimentos a ter após a sua ingerência.